Valter Pieracciani aponta a inovação para aumentar competitividade


A Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) reuniu no dia 17 de junho um grupo de empresários, incluindo Georges Pitseys (diretor de marketing da TRY), para ouvir o especialista Valter Pieracciani falar de modelo integrado de gestão da inovação. Sócio-diretor da Pieracciani Desenvolvimento de Empresas, o empresário destacou que a inovação é possível e está ao alcance também de pequenas e médias empresas, contrariando a ideia de que somente grandes organizações desenvolvem capacidade e cultura de inovação.

Segundo ele, a inovação deve ser a principal estratégia para a competitividade, especialmente em momentos de crise e de dificuldades. Para Pieracciani, é preciso transformar as empresas em usinas de inovação para promover melhorias de produtos ou processos. "Para isso é preciso diagnosticar, mapear os fatores inibidores e facilitadores da inovação e desenvolver um plano de transformação", explicou.

De acordo com o especialista, o governo está disposto a pagar parte dessa conta. Hoje, no Brasil, existem 36 linhas de incentivos para pequenas, médias e grandes empresas. Dentro da estrutura legal de incentivo estão a Lei da Inovação (io.97312004) e a Lei do Bem (ii.i96/2005), que proporcionam a redução de impostos paras as empresas que investirem em projetos de inovação. Em média 25% do que é gasto nesses projetos são recuperados com a redução de tributos, informou Pieracciani. "lnovação não é ineditismo ou invenção. Quem faz inovação merece pagar menos imposto", afirmou.

No entanto, são poucas as empresas brasileiras que se beneficiam dessas leis. Apenas 300 companhias estão usando esses recursos para estruturarem seus programas de gestão de inovação. Pieracciani acredita que este número não é maior porque as empresas desconhecem a existência dessas linhas de fomento e também porque a gestão da inovação exige equipes preparadas, desestimulando grande parte delas.

Os indicadores de inovação mostram que o Brasil está atrás de países como a China, Coréia e índia. Enquanto a China investe 4% do PIB em pesquisa e desenvolvimento, no Brasil este número é de apenas 0,8%.

Valter Pieracciani também é sócio-diretor da Prittchet Rummler Brache, líder mundial em gestão da transformação. Além disso, é membro de uma dezena de conselhos de administração de empresas e ONGs. Atua como gestor no start-up e recuperação de empresas e dirigiu mais de 400 projetos em companhias líderes em seus segmentos como Nestlé, Petrobras, Tetrapak, Bristol, Pirelli, Avon e Compaq, dentre outras.

Participaram do encontro o presidente da CIC, Milton Corlatti, a vice-presidente de Serviços, Fúlvia Stedile Angeli Gazola, o presidente do Conselho Superior da CIC, André Vanoni de Godoy, o vice-presidente do Conselho Superior da CIC, João Francescutti, o vice-reitor da Universidade de Caxias do Sul (UCS), José Carlos Avino, além de presidentes e representantes de Sindicatos Patronais, diretores da CIC e da SAE Brasil -Seção Caxias do Sul.


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